O conceito de Quarta Revolução industrial passou a ser fortemente difundida, principalmente nos países desenvolvidos, a partir do ano de 2016 com o Fórum Econômico Mundial e o lançamento do livro A Quarta Revolução Industrial, escrito pelo fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab no mesmo ano. De acordo com Schwab,
“Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que
transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos
relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será
diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes".
Entre outras transformações, a quarta revolução
industrial, que tem a Alemanha como pioneira em investimentos em pesquisas, é
marcada pela integração entre a tecnologia e o biológico, construindo
indústrias inteligentes e de dimensões mundiais. As perspectivas em relação a
tantas transformações, segundo pesquisas, são positivas, mas encontra oposição,
pois segundo a BBC, alguns empresários estão inseguros em relação ao futuro
temendo um possível “Darwinismo tecnológico”, que seria a morte das empresas que
não conseguirem se adaptar a nova regra mundial. Essa insegurança,
provavelmente é gerada pela velocidade, amplitude e profundidade características fortes desse momento,
totalmente diferente das
anteriores em que as mudanças demoraram décadas para se consolidarem.
No
Brasil, em março de 2018 a Folha de São Paulo veiculou que o Ministério da
Indústria, comércio e serviços (Mdci) lançou um plano de modernização
tecnológica da indústria de cinco bilhões em três anos através do BNDS com o
objetivo de impulsionar o investimento na modernização da indústria brasileira
na perspectiva da indústria 4.0.
O desafio maior da
indústria 4.0 será a fusão de
tecnologias e a interação entre os
domínios físicos, digitais e biológicos/pessoas, nesse novo cenário, o RH é
bastante impactado, pois tem que se adaptar a uma realidade bem além da
operacional, tornando sua atuação será cada vez mais estratégica. Surge então a
perspectiva do RH 4.0.
Independentemente do
momento, o maior patrimônio da empresa é o capital humano, mas será que
continuará sendo?
Pensamos que sim e o RH
precisará seguir com a sua missão de recrutar e selecionar, além de desenvolver
colaboradores para operarem com novas técnicas e sistemas. Mais do que nunca,
os profissionais de recursos humanos precisarão investir tempo e energia em
inovação e conhecimento.
As máquinas não vão substituir as pessoas, mas precisamos aceitar que é uma nova
fase da história, na qual cada vez menos empregados serão necessários para
produzir os bens e serviços necessários para a população. Olhe a sua volta e
perceba, as empresas estão substituindo seus empregados em tempo integral por
empregados em tempo parcial, as formas de contrato de trabalho estão cada vez
mais flexíveis e prestação de serviços numa crescente exponencial.
Essa é uma tendência
que pela crescente “invasão” da Inteligência Artificial aliada à produção
industrial não deve retroceder.
Para termos ideia, em
alguns países europeus como a Inglaterra, pouco mais da metade dos
trabalhadores têm emprego em tempo integral e isso significa uma redução de
postos de trabalho causando ociosidade nos indivíduos, mas não nas
organizações.
Nesse sentido estamos diante de
uma reorganização do trabalho, estamos diante da Gestão de recursos humanos 4.0
onde as empresas precisam de gestores capacitados para operarem o maquinário,
fornecendo métricas, parâmetros e técnicas para selecionar, reter e capacitar
talentos.
A
busca por profissionais mais flexíveis e multidisciplinares tende a aumentar,
então cabe aos gestores de Recursos Humanos usarem as tecnologias disponíveis
para tomar a decisão mais coerente possível, com abordagens eficientes,
rápidas e assertivas.
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