O desafio de lidar com as
diferentes gerações não são novos na história gestão de pessoas, todavia é uma
crescente a partir da terceira revolução, chamada de revolução tecnológica,
pois facilitou a produtividade em função da utilização da automação na produção
industrial, possibilitando que a centro da produção não estivesse centrada na
força física. Sendo assim, as pessoas puderam permanecer trabalhando até por
mais tempo permanecendo economicamente ativos após os 50 anos encontrando então
os jovens que iniciando suas atividades profissionais com alto conhecimento
tecnológico e formação, na maioria dos casos maiores que a dos trabalhadores
mais experientes. Nesse sentido, os desafios se tornaram vivos, iniciando pela
comunicação, forma de compreender a carreira profissional, fidelidade à
profissão e à empresa, geração em que os mais novos e menos experientes ensinam
os mais velhos. Como lidar com isso? Para exemplificar utilizarei uma situação
familiar, “Um final de semana em família” para introduzir a discussão sobre as
diferentes formas das gerações presentes no mercado de trabalho perceber a sua
realidade e a partir disso classificarem as suas prioridades. Afinal, optar
entre uma decisão ou outra ainda é uma questão de prioridade.
Um final de semana em
família
Final de semana uma família se reúne
em uma casa de campo, local amplo e contato com a natureza. Esse local pertence
à família há mais de 40 anos e fora adquirida pelo patriarca da família, o Sr.
José, hoje com 80 anos, casado com Maria, 78 anos, há 56 anos. Seu José e dona
Maria ainda têm muito vigor físico e moram nesta casa. Estão felizes por
reunirem a família inteira, algo que não acontecia há quase uma década, para o
final de semana. O casal tem dois filhos (55 e 40 anos), empresários e a um
filha caçula de 25 anos que está realizando a segunda pós-graduação, mas ainda
não está segura de qual ramo deseja atuar, além dos quatro netos (um casal de
adolescentes) e dois meninos de oito anos.
Em
um sábado pela manhã, seu José levantou cedo e ao lado de dona Maria preparou
uma mesa farta para o café da manhã, às 7h 30 minutos a mesa já estava pronta
para a primeira “reunião familiar”, mas, pouco antes da 8h, apenas os filhos
mais velhos e suas esposas estavam à mesa para refeição. Conversaram sobre os
acontecimentos familiares, os filhos se mostraram preocupados em os pais
continuarem sozinhos em um local afastada da cidade e sobre algumas lembranças
de passagens engraçadas. O desjejum foi agradável, mas José e Maria não
conseguiram disfarçar a decepção em não ver os demais presentes junto à mesa.
Inclusive um dos filhos contemporizou ao pedir que o pai não se preocupe,
justificando que as novas gerações dormem tarde e acordam tarde mesmo. Além
disso, a esposa do filho mais velho precisou abandonar a refeição no meio em
função de um compromisso inadiável no seu trabalho, já o filho do meio, passou
boa parte do tempo respondendo mensagens no celular e em determinados momentos
não acompanhava a conversa que estava acontecendo.
Horas
mais tarde, os netos adolescentes desceram, com os Smartphone em mãos, com a
cabeça cabisbaixa nem cumprimentaram os presentes na sala e foram até a
cozinha. Lá fizeram um sanduíche e retornaram para o quarto, com esta
movimentação as crianças acordaram e foram até os pais e avós para abraçá-los,
em seguida foram fazer sua refeição. Por último desceu a filha caçula,
cumprimentou a todos, foi até a cozinha, fez sua refeição e voltou para sala,
ligou a televisão e colocou em uma série americana de muito sucesso sobre
mortos vivos ou vivos mortos e abriu um refrigerante.
Após
o almoço, seu José havia programado que todos iriam para o pátio aproveitar o
belo dia de sol, os netos poderiam brincar na piscina e os adultos conversar,
jogar cartas, comer petiscos e beber alguma coisa. José já havia se organizado
para aproveitarem o máximo que o final de semana poderia oferecer. Esperou
muito por essa oportunidade. Com essa expectativa, organizou o que poderia e
começou a chamar o pessoal. Foi até o quarto dos netos e disse:
- Vamos filhos, hora de ir para
piscina! Vamos lá!
Os meninos
de oito anos estavam jogando online e nem ouviram o que o avô falou e
continuarem seu jogo. O neto adolescente estava em uma conversa por vídeo com
uma amiga Holandesa e gesticulou um sinal de positivo com a mão. A outro neta
estava gravando um vídeo para o seu canal no qual falava sobre o tédio de ficar
um final de semana longe da cidade, pediu para o avô dar um “tchauzinho” para
câmera e seguiu a sua gravação como se nada tivesse acontecido.
Foi até a sala
e convidou a filha para irem até lá fora e a filha respondeu que iria assistir
aquele episódio e já os encontrava. Finalmente, chegou à varanda onde encontrou
seu filho mais velho com a agenda na mão organizando suas ações da semana
seguinte na empresa e nem o convidou, apenas perguntou onde estava o outro
filho. Ouviu que este precisou ir até a cidade para resolver uma emergência na
empresa, mas que no início da noite estaria de volta.
Chateado, foi até o pátio fazer o que sempre fazia aos finais de semana,
sentou-se ao lado da esposa Maria e começaram jogar cartas e falar sobre a
família que estava distante.
Fim
Observando a situação
familiar descrita acima é fácil perceber esses mesmos conflitos acontecem
dentro das organizações. A questão é como gerenciar tais fatos?
O que um gestor de RH
pode fazer para ser efetivo na redução das dificuldades entre as gerações?
Como alcançar melhores
resultados a partir dessas diferenças?
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